
Olha pra cá, presta atenção, ou não.
A ignorância do ser humano me desestimula. Acho tão feio você de uma hora pra outra ter quer fingir que não vê quem dividiu a cama tanto tempo.
Acho feio mesmo, não é mais ciúme, não é mais saudade, é aquilo que não passa.. como é o nome mesmo? Ah, princípios.
Ok, confesso, um dia eu quis que fosse amigo pra continuar tendo por perto, hoje em dia não desejo a amizade, não desejo a presença, na verdade, eu não desejo e só, mas por favor, não me peça para fazer parte desse joguinho de não te vi, você não existe.
Por que eu continuo sabendo o seu sabor favorito de sorvete, continuo engasgando na hora de pedir o lanche pra não pedir tudo em dobro-e-do-jeitinho-que-você-gosta, vou continuar aqui pra quando algo muito grave acontecer e você decidir que agora sim pode contar comigo. Pois é isso que as pessoas legais fazem, continuam lá. Por mais que eu tenha chorado, por mais que tenha doído, se hoje não dói e hoje eu não choro, tudo o que restou são as lembranças boas, e por elas; ah bebê, eu faço tudo o que precisar.
(só não estraga isso, tá?!?)